Marcha das Margaridas 2023 Lema: A Mobilização deste ano tem o lema pela reconstrução do Brasil e pelo bem Viver.

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A sétima marcha das MARGARIDAS, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) que acontecem hoje e amanhã em Brasília tem a participação das companheiras do SINDUR LUZANIRA e DAIANE, juntamente com uma grande delegação de trabalhadoras que representam o estado de Rondônia. Participam da marcha camponesas, quilombolas, indígenas, cirandeiras, quebradeiras de coco, pescadoras, marisqueiras, ribeirinhas e extrativistas de todo o Brasil.
A pauta de reivindicações de 2023 é composta por 13 eixos:
1. Democracia participativa e soberania popular;
2. Poder e participação política das mulheres;
3. Vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo;
4. Autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade;
5. Proteção da natureza com justiça ambiental e climática;
6. Autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética;
7. Democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios (territórios costeiros, influenciados pela maré);
8. Direito de acesso e uso social da biodiversidade e defesa dos bens comuns;
9. Vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional;
10. Autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda;
11. Saúde, previdência e assistência social pública, universal e solidária;
12. Educação pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo;
13. Universalização do acesso à internet e inclusão digital

Marcha das Margaridas tem esse nome em homenagem a Sindicalista Margarida Maria Alves, paraibana, nascida na cidade de Alagoa Grande, onde viveu e morreu. Líder sindicalista, Margarida foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país e foi defensora dos direitos humanos e dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores rurais durante toda sua vida. Nos 12 anos em que esteve à frente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de sua cidade (1971-1983), em plena ditadura militar, foi responsável por ações trabalhistas que incluíam o direito à carteira de trabalho e a documentos para agricultores, com 13º salário, jornadas de trabalho de 40 horas semanais e férias. Suas contra os abusos e desrespeito aos direitos dos trabalhadores das usinas açucareiras incomodaram muito os fazendeiros da região. As ameaças eram recorrentes, e resultaram em seu assassinato no dia 12 de agosto de 1983.

Margarida – Presente!!! SINDUR A LUTA CONTINUA!!

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