sábado, maio 18, 2024
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Goiás continua com o pior serviço de energia depois de 2 anos de privatização da Celg

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão do governo federal de regulação e fiscalização do setor elétrico, já cobrou R$ 126 milhões da Enel Goiás como compensação financeira ao consumidor nos anos de 2017 e de 2018, os dois primeiros anos da privatização da Celg Distribuição. A informação é do diretor da agência, Rodrigo Limp Nascimento, em reunião com o setor produtivo na Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Fieg) na manhã desta quinta-feira.

Por coincidência, a reunião ocorreu no dia em que se completam dois anos que a italiana Enel do Brasil assumiu o controle da Celg Distribuidora. O leilão de privatização aconteceu em 30 de novembro de 2016, mas a conclusão do processo só ocorreu em 14 de fevereiro de 2017. A reunião na Fieg ocorreu a pedido do governador Ronaldo Caiado (DEM) e foi marcada por ele em Brasília nesta quarta-feira (13), em função das inúmeras queixas do setor produtivo sobre a qualidade do serviço de energia no Estado.

Rodrigo Limp confirmou na reunião com os empresários que a distribuidora de energia em Goiás continua em último lugar no ranking de qualidade da Aneel. Segundo ele, os serviços prestados pela Enel estão abaixo do que exige o órgão regulador e do que espera a sociedade em Goiás.

Provocado por jornalistas a comparar os serviços da antiga Celg com os da Enel, Rodrigo Limp confirmou que eles continuam baixos e revelou que haverá reunião do presidente da Enel Brasil, Carlo Zorzoli, com a direção da Aneel nesta sexta-feira (15) em Brasília para discutir o caso de Goiás. A Aneel, disse, trabalha para que a empresa adote “medidas de urgência para o curto prazo”.

A baixa qualidade do serviço é medida pela frequência de interrupções, pelo tempo de duração dessas interrupções e pelas reclamações de dificuldade de atendimento por parte do consumidor. Segundo a Aneel, a empresa italiana em Goiás supera a Enel de São Paulo, que atende a toda a região metropolitana, em número de contato. Foram 108 mil contatos na Enel Goiás e 103 mil registrado em São Paulo. Para a agência, o fato de mais pessoas tentarem contato com a Enel de Goiás pode indicar dificuldade dos consumidores em falar com a companhia.

Ainda de acordo com a Eneel, em 2018 os consumidores goianos ficaram, em média, 26,64 horas sem energia. O limite era de 13,69 horas. Em 2016, antes da privatização, foi de 29,55 horas. A Enel Goiás afirma que tem investido R$ 800 milhões por ano, o dobro do investimento médio da Celg, mas a Aneel acha que é possível planos de investimento específicos para o curto prazo.

“A melhoria depende de investimento da distribuidora e melhoria de atendimento de serviços comerciais e de operação e manutenção das operações e distribuição. Os investimentos da Enel são superiores aos que vinham sendo investidos pela Celg, mas a Aneel trabalha com a distribuidora para que esses investimentos se reflitam na prestação de serviço”, disse Rodrigo Limp em entrevista à imprensa na Fieg.

A reunião na Fieg foi comandada pelo vice-presidente e presidente em exercício, André Rocha. Participaram dirigentes de sindicatos e o presidente da Federação do Comércio (Fecomércio), Marcelo Baiochi, além do presidente do Conselho de Consumidores de Energia de Goiás (Conseg), Wilson Oliveira.

André Rocha informou que a Enel se reuniu com a Fieg na segunda-feira (11) para ouvir as queixas do setor produtivo e que está marcado outro encontro para a próxima semana somente com os representantes da indústria da construção. “Está acontecendo o que ninguém esperava: um dia a gente ter saudade da Celg”, reclamou Baiocchi.

 

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