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Centrais Sindicais, movimentos social e popular, em coletiva de imprensa nesta quarta (09), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, conclamaram  aos brasileiros e brasileiras a irem às ruas no próximo dia 16, para defender a democracia, pedir a cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e mudanças na política econômica.

Esses são os 3 pontos que unem as entidades que formam o bloco contra o retrocesso e por mais direitos: CUT, CTB, MST, MTST, UNE e CONEN.

O processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff foi aberto no último dia 2 por Cunha, no mesmo dia em que o PT anunciou que votaria pela admissibilidade do processo de cassação dele por quebra de decoro parlamentar – foi comprovado que o presidente da Câmara tem contas secretas na Suíça e ele mentiu numa seção da Casa negando ter essas contas.

“O impeachment sem base jurídica, motivada pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha, é GOLPE”, diz um trecho da convocatória unificada de mobilização para o Dia  Nacional de Luta Contra o Impeachment, pela Cassação de Cunha e por Mudanças na Política Econômica, divulgada na coletiva desta terça.

O presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, afirmou que o impeachment também significa retirada de direitos dos trabalhadores e destacou que Cunha, além de não ter legitimidade para encabeçar o processo contra a presidenta, representa retrocesso para o país. “O impeachment, além de ser cortina de fumaça para a população esquecer os crimes que ele cometeu, atenta contra a democracia, porque não há legalidade no processo. O que há é uma disputa política”, denunciou.

Vagner também lembrou as pautas conservadoras do presidente da Câmara, como a redução da maioridade penal, a legalização da terceirização sem limites e o projeto que criminaliza as mulheres vítimas de violência sexual. “São pautas que só tiram direitos”.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, complementou dizendo que o movimento que está organizando o ato para o dia 16 é contra o impeachment, mas nem por isso apoia as políticas do governo.

“Os mesmos movimentos organizados que estão aqui também estiveram durante todo o ano fazendo atos dizendo que são contra o ajuste fiscal, que a saída para a crise é taxar as grandes fortunas e da importância de se fazer as reformas estruturais”, explicou Boulos.

A secretária de Imprensa e Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Raimunda Gomes  também lembrou que todos devem ficar atentos as manobras de Cunha no processo de impeachment.

“A luta é no parlamento, no judiciário e com o povo na rua. O Cunha não tem moralidade política para encabeçar o processo e nem de continuar presidente da Câmara”, pontuou.

Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical, disse, para os jornalistas e convidados presentes, que a luta é contra o retrocesso. “É o maior ataque contra a classe trabalhadora e temos que derrotá-lo. Também temos que pautar as principais reformas”.

[Coletiva de imprensa dos movimentos sociais conclamando os brasileiros irem às ruas no dia 16] Coletiva de imprensa dos movimentos sociais conclamando os brasileiros irem às ruas no dia 16

Flávio Jorge da Silva, membro da direção da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), lembrou que o movimento negro lutou  500 anos para conseguir conquistas históricas e vê ameaça. “É só ver a composição da comissão para votar o impeachment, como os deputados Pastor Feliciano e Bolsonaro, símbolos do fascismo e do conservadorismo, pregam a intolerância, o racismo e o ódio”.

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, recordou a luta da entidade no movimento ‘Fora Collor’ e fez questão de dizer as diferenças com o momento atual. “Foi comprovado que a mulher de Collor tinha dinheiro ilícito em sua conta e fatos, que não deixavam dúvidas sobre seu envolvimento em corrupção, foram comprovados. Isto deu legalidade para o processo de impeachment, muito diferente de agora.”, explicou.

Gilmar Mauro, coordenador do Movimento Sem Terra (MST), lembrou que o ato acontecerá em várias capitais brasileiras. “Não estamos conclamando somente os movimentos sociais, mas também os democratas, progressistas e os que querem impedir o golpe”, disse.

“Independente das diferenças ideológicas de cada movimento envolvido neste ato, não somos covardes e vamos para rua defender a continuidade do projeto popular, combater a política econômica e mobilizar por reformas estruturantes, principalmente a reforma política que é necessária e urgente”, finalizou.

Vagner pontuou que a representação dos movimentos sociais que estão unidos para enfrentar este momento é a maior unidade da esquerda brasileira desde o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. “Todos os segmentos da esquerda brasileira contemporânea estão unidos e unificados em torno dos três eixos e isso demostra a gravidade do momento político do Brasil, mas também demonstra o amadurecimento da esquerda”, finalizou.

 

Serviço:

16/12 – quarta-feira

Em São Paulo, a concentração será às 17 no Vão Livre do Masp. A caminhada vai até a praça da República, onde fica o prédio da secretaria de educação do governo estadual.

Estão previstos atos em todo País.

Autor : Urbanitários DF | Fonte : Urbanitários DF

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