Os trabalhadores e o povo precisam declarar GUERRA contra Reforma da Previdência

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Este não é mais um artigo de análise ou opinativo, é antes um MANIFESTO ao povo brasileiro, aos trabalhadores, aos movimentos sociais, aos sindicatos e àqueles que dependem ou dependerão de aposentadorias, seja diretamente para si mesmo ou para pais, avós, filhos e netos.

Mais precisamente para aqueles e aquelas que não querem ter vergonha de encarar as futuras gerações e estas lhes apontarem o dedo acusando, no mínimo, de omissão, quando não de covardia. Trata-se de um Manifesto para uma Declaração de GUERRA contra essa REFORMA DA PREVIDÊNCIA.

Não importa se você é de esquerda ou de direita/extrema-direita, evangélico ou católico, hétero ou homossexual, qual a sua raça ou qualquer outra característica social, pois a crueldade desta Reforma da Presidência não poupa nenhum segmento da sociedade.

Aliás, poupa apenas categorias privilegiadas de sempre, como militares, policiais políticos e carreiras do judiciário. Beneficia, ainda, diretamente, os ruralistas do agronegócio, que vão embolsar muitos bilhões desta economia que será feira com a aposentadoria do povo.

É um escárnio, um deboche e uma safadeza com o povo brasileiro, o que os deputados/as federais aprovaram em primeiro turno de votação na Câmara dos Deputados. Uma imensa desumanidade! Uma inaceitável covardia!

Questione cada deputado e deputada para responderem as perguntas à baixo:

1) Porque aqueles que ganham os benefícios mais altos, muito acima do teto do INSS de R$ R$ 5.839,45, que se aposentam com muito menos tempo de contribuição e idade, como policiais, militares, magistrados e políticos, ficaram fora da Reforma da previdência???

2) Porque, na mesma madrugada em que aprovaram o texto final da Reforma na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, foi aprovado um destaque destinando R$ 83,9 bilhões, do que se economizará com os mais pobres, para os ruralistas do agronegócio???

3) Por que não aprovaram medidas duras para cobrar a dívida de aproximadamente R$ 500 bilhões de reais das empresas com o INSS, sendo que esse valor representa 58,8% de toda a economia esperada com a Reforma, que é de R$ 850 bilhões???

4) Como é que eles tiveram a coragem de reduzir o valor das pensões das viúvas para 60% do valor atual, sendo que uma pensão de R$ 998,00 será reduzida para R$ 588,00???

5) Como tiveram a desfaçatez de aprovar um benefício mínimo, para o idoso que não preencher os pré-requisitos para se aposentar, de R$ 400,00???

6) Porque aceitaram emendas do governo federal, em pleno período de votação da Reforma da Previdência, caracterizando uma clara “compra de voto”???

 

Se ficar alguma destas 6 perguntas sem uma resposta convincente, declare “Guerra” contra a Reforma da Previdência e contra os/as traidores/as do povo, que não se comprometerem a mudar o voto no segundo turno da votação da Reforma da Previdência, que acontecerá no início do próximo mês de agosto.

Os Sindicatos, movimentos sociais e demais entidades da sociedade civil organizada devem divulgar notas de repúdio, cartazes, outdoors, organizar escrachos públicos em aviões, aeroportos, solenidades, organizar manifestações e acampamentos na frente das casas de cada deputado e deputada, pois se trata de UMA GUERRA, em prol da atual e das futuras gerações.

Não é momento de apoiar essa indecência porque é A ou B que defende ou é contra. Não é hora de omissão ou indiferença. Não é hora de fazer a mesmice de sempre. É hora de uma verdadeira guerra contra essa crueldade. O que está em jogo é o seu futuro, é o futuro dos seus parentes, vizinhos, filhos e netos.

* Itamar Ferreira é bancário, dirigente sindical e advogado.

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