ONS nega que haverá corte de energia no verão

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O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, rebateu a reportagem feita pelo jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta-feira (5/11).

O texto da reportagem afirma que se não chover o suficiente para recompor os reservatórios das hidrelétricas, o país poderá ter corte de energia no verão. “O conteúdo da matéria é alarmista e não corresponde à realidade dos resultados dos estudos do Programa Mensal de Operação (PMO) de novembro”, garantiu Chipp, que se pronunciou por meio de nota à imprensa.

Segundo o diretor do ONS, o atendimento à demanda de ponta neste mês está assegurado, dado a execução das seguintes medidas: manutenção de equipamentos para aumentar a disponibilidade de geração; minimização de intervenções que limitem a transferência de energia entre regiões; utilização plena das usinas térmicas; máxima exploração das disponibilidades energéticas das regiões Sul e Norte de modo a minimizar a utilização dos estoques armazenados nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

De acordo com Chipp, o atendimento aos picos de carga nos meses de verão, quando há uma elevação natural da demanda, está sendo analisado mensalmente, nos estudos de planejamento da operação de curto prazo, conforme vão sendo atualizadas as previsões de afluências.

Apesar dos níveis de armazenamento reduzidos dos reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, o período chuvoso está se iniciando dentro da normalidade, conforme as previsões dos institutos de meteorologia, CPTEC/INPE e Cemaden.

Chipp disse ainda que não é verídica a informação contida na matéria de que o ONS “cogita cortes seletivos de energia para garantir o fornecimento nos horários de pico em janeiro e fevereiro”, bem como não tem fundamento o complemento de que essa ““medida será necessária se as chuvas não forem suficientes para recompor os reservatórios das hidrelétricas ao patamar de 30% em janeiro”.

A informação de que “o plano prevê a suspensão do fornecimento de energia durante a madrugada para grandes cidades do Sudeste” também é inverídica, além de não ter fundamento técnico, disse o ONS.

 

Autor : Jornal da Energia | Fonte : Jornal da Energia

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