Em defesa da CHESF, contra a privatização

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Trabalhadores urbanitários promoveram na sexta-feira dia 17,  ato público em defesa da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco).

A atividade ocorreu na sede da Companhia em Recife (PE) e contou com a participação de representantes da CUT, da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), sendo representado pelo presidente, Franklin Moreira, dos movimentos sociais de todos os estados do Nordeste, trabalhadores da CHESF, da CELPE (energia) e da COMPESA (saneamento) – empresas que também sofreram tentativas de privatização no governo FHC -, além de parlamentares.

Na ocasião, dirigentes afirmaram que qualquer iniciativa que aponte para a privatização da empresa será combatida com muita mobilização e luta. “Foi um importante ato onde pudemos evidenciar o papel da CHESF na valorização da região Nordeste, no desenvolvimento econômico e social do Brasil. E nossa posição é clara: estaremos sempre mobilizados para barrar a privatização da CHESF e defender o patrimônio do povo brasileiro”, declarou o secretário-adjunto de Saúde do Trabalhador da CUT, Eduardo Guterra.

Em consonância com a fala de Guterra, o presidente do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco, José Gomes Barbosa (Barbosinha), ressaltou que “o ato foi em defesa do desenvolvimento do Brasil, do patrimônio do povo brasileiro e do povo nordestino.”

Geração de energia e desenvolvimento – A Companhia Hidrelétrica do São Francisco emprega cerca de cinco mil trabalhadores e é considerada um símbolo do desenvolvimento do Nordeste.

Integrante do Setor Elétrico Brasileiro, é subsidiária da Eletrobrás e tem como atividade principal a geração, a transmissão e a comercialização de energia elétrica.

Compõem o sistema 14 hidrelétricas com potência total de 10.615.131Kw. A maioria das usinas está localizada no Rio São Francisco.

A CHESF também possui um dos maiores sistemas de transmissão de energia elétrica em alta tensão do Brasil. São mais de 18 mil quilômetros de linhas em operação. O sistema interliga os estados do Nordeste e une a região aos sistemas  das regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Em 2013, a Companhia obteve patrimônio líquido superior a R$ 11 milhões e receita operacional bruta de quase R$ 5 milhões.

Privatização era regra do jogo – no governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (FHC) foram inúmeras as tentativas de privatização de empresas públicas. E com a CHESF não foi diferente. Neste caso, o caminho adotado por FHC foi o de dividir a empresa em três, o que facilitaria a privatização.

Os trabalhadores foram para o enfrentamento e derrotaram FHC. O ex-presidente então adotou uma estratégia diferente: começou a sucateá-la, deixando de fazer os devidos investimentos, ou seja, enfraqueceria a empresa para depois vendê-la. Os trabalhadores novamente se mobilizaram e impuseram uma nova derrota ao governo FHC.

“Nós, trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, não podemos permitir a volta de um governo neoliberal ao poder, que privatiza, sucateia e desemprega milhões. Por isso, lutamos em defesa dos avanços dos últimos doze anos”, destacou o presidente do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco. ”Não q ueremos o retrocesso, queremos mais avanços, mais conquistas e isso só será possível com a continuidade do projeto democrático-popular iniciado por Lula e ampliado pela presidenta Dilma, projeto este que ajudamos a construir e que defendemos”, complementou .

 

Autor : CUT-PE | Fonte : CUT-PE

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