2ª Rodada de Negociação do ACT Nacional

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Nesta sexta-feira (31), o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) se reúne com a direção da Eletrobras para a 2ª rodada de negociação do ACT Nacional. O CNE espera que o discurso sobre o cenário e as dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa, ou a atual conjuntura político-econômica do País, não seja argumento utilizado para inviabilizar um acordo com os trabalhadores e trabalhadoras.

O CNE também espera também não ter que assistir o eterno “ping-pong” entre a Eletrobras, o Ministério das Minas e Energia e o Ministério do Planejamento (Dest), cada um utilizando-se do nome do outro como desculpa para os eventuais entraves na negociação.

Não há espaço para retrocesso, mesmo diante da argumentação pessimista apresentada pela Holding na reunião passada. É preciso lembrar que, na negociação do acordo de trabalho vigente, foram várias as tentativas de retirada de direitos e inclusão de cláusulas de barreira. No entanto, a categoria mobilizada conseguiu manter os benefícios históricos, e conquistou ganho real e abono.

A luta para este ano não será diferente. Da mesma forma que ocorreu na negociação passada, o governo pressionará as entidades sindicais e os trabalhadores/as para absorverem os impactos negativos do atual modelo mercantilista do setor elétrico.

Para barrar qualquer tentativa de retirada de benefícios ou compra de direitos adquiridos, a participação da categoria eletricitária nas mobilizações e atividades propostas pelo Sindicato é essencial. O peso das inconsistências do modelo do setor elétrico não deve ser colocado nos ombros dos trabalhadores.

Por fim, os Sindicatos alertam a categoria para não acreditar em boatos, pois até o presente momento não há nenhuma proposta oficial da empresa. Esperamos que algo seja apresentado na 2ª Rodada.

E os trabalhadores, não merecem explicações?

O Estado, ou seja, o povo brasileiro é dono da maior parte das ações da Eletrobras, empresa fundamental para o desenvolvimento econômico e social do País. No entanto, a diretoria da empresa parece não dar a mínima para a sociedade nem ao seu principal alicerce, a categoria eletricitária.

Segundo um veículo de comunicação, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, em delação premiada, teria citado o diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, Adhemar Palocci, como alguém com “algum envolvimento com recebimento de propinas” na construção de Belo Monte.

O mesmo noticiário afirma que a KPMG, empresa que realiza auditoria no sistema Eletrobras, teria recomendado o “afastamento do diretor de suas funções até que as investigações da Lava Jato sejam concluídas”, algo atípico. A Eletrobras, por meio de nota, afirmou que “todo e qualquer fato a respeito desta questão será divulgado, oportunamente, por meio de comunicados ao mercado.”

Ora, e os trabalhadores e trabalhadoras, não merecem esclarecimentos? Nós não merecemos receber essas informações que a empresa pretende obter? Por que esse privilégio ao mercado, uma vez que a empresa é majoritariamente estatal?

Lamentável essa postura da direção da Eletrobras em relação à classe trabalhadora e à sociedade, que também ocorreu quando da notícia da prisão do diretor presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro.

Autor : Urbanitários DF | Fonte : Urbanitários DF

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