Eficientes, as lâmpadas LED mostram melhor as cores

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Estudo do Cepel conclui que lâmpadas tubulares LED permitem reprodução mais fiel das cores dos objetos

Estudo produzido no Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), que comparou as lâmpadas tubulares de LED (Light Emitting Diode, ou diodo emissor de luz) com as lâmpadas florescentes tubulares, apontou que além de serem mais eficientes, as LEDs têm maior qualidade de luz emitida. De acordo com a pesquisa “Avaliação elétrica e fotométrica de lâmpadas tubulares de LED”, o Índice de Reprodução de Cor (IRC) das lâmpadas tubulares de LED é superior ao das fluorescentes, o que faz com que as cores dos objetos sejam reproduzidas mais fielmente.

A amplitude da faixa de tensão das lâmpadas LED, maior que a das lâmpadas fluorescentes, também é uma vantagem, aponta o estudo. Essa maior faixa de tensão das LEDs (que funcionam tanto na tensão 110V como na 220V) aumenta sua vida útil em comparação à fluorescente.

Para Carlos Alexandre Príncipe Pires, coordenador-geral de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia (MME), as lâmpadas tubulares de LED, por sua simplicidade em substituir a fluorescente tubular comum, deverão ganhar mercado nos próximos anos. No momento, quem tem ganho espaço são as LEDs em formato de dicroicas (as chamadas dicroleds). Estas lâmpadas serão alvo de regulamentação em breve. “Nossa maior preocupação é evitar que produtos de má qualidade cheguem ao Brasil, o que pode comprometer toda a tecnologia”, diz o coordenador do MME.

As autoras da pesquisa, a engenheira Alessandra Barbosa e a técnica em Eletrotécnica Michelle Siriaco, compararam as características elétricas e fotométricas de lâmpadas tubulares de LED com as das lâmpadas fluorescentes. Os ensaios, realizados no Laboratório de Iluminação do Centro, mostraram que as LED, embora ainda estejam em desenvolvimento, apresentam desempenho superior às fluorescentes.

O estudo comparou as seguintes características desses dois tipos de lâmpadas: potência; tensão; corrente; eficiência luminosa; fluxo luminoso; temperatura de cor; comprimento de onda dominante; índice de reprodução de cor, e fator de potência. Os resultados das análises mostram que as lâmpadas tubulares de LED conseguem emitir fluxo luminoso equivalente ao das fluorescentes, porém com potência nominal menor, o que aumenta a eficiência luminosa (lm/W).

Qualidade dos LEDs é objeto de consulta pública

A regulamentação sobre a qualidade do LED que poderá ser comercializado no País é objeto de consulta pública realizada pelo INMETRO, aberta em 3 de outubro, com término no próximo dia 3. Somente ao final desse processo o órgão poderá definir os parâmetros de qualidade desses produtos para atenderem ao mercado brasileiro, com requisitos para a avaliação de conformidade desses produtos.

As lâmpadas LED devem ganhar força nos próximos anos, com mudanças na regulamentação sobre lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas, com as Portarias 1.007 e 1.008, de 31 de dezembro de 2010. A gradual retirada das lâmpadas incandescentes do mercado – por serem opções que consomem mais energia e duram menos, estimula a substituição por tecnologias como o LED e já foi adotada em outros países além do Brasil. China, Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Austrália, Argentina, Venezuela, e nos países da União Europeia.

Segundo dados da ONU, essa estratégia é capaz de economizar anualmente cerca de 5% de toda a energia elétrica utilizada no mundo. Segundo dados da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, uma lâmpada incandescente de 60W que permaneça ligada 4 horas por dia, pode resultar em 7,2 kWh de consumo ao final do mês. Na comparação, uma lâmpada fluorescente compacta equivalente proporciona uma economia de 75%, ou seja, esse consumo pode cair para 1,8 kWh/mês.

Autor : MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA | Fonte : MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

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