Trabalhadores da Eletrobras e Eletronorte fazem paralisação de 72 horas e ameaçam greve geral

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Trabalhadores da Eletrobras Distribuição Rondônia e Eletrobras Eletronorte iniciaram na manhã desta segunda-feira (4), em Porto Velho e em outros municípios do interior, uma paralisação de advertência de 72 horas, visando forçar a empresa a lhes dar uma resposta sobre a reposição da inflação em seus vencimentos, assim como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Além disso, eles aproveitam a manifestação para expressar sua indignação com relação à privatização da empresa.

Segundo o presidente do Sindur, Nailor Gato, a movimentação é nacional devido ao rompimento unilateral da direção da Eletrobras em negociar o acordo coletivo de 1º de maio. “Estávamos em negociação com a Eletrobras e eles simplesmente encerraram as conversações. A paralisação é a nível nacional com mais de 20 mil trabalhadores e um alerta para que voltem à mesa de negociação”, disse.

Ainda de acordo com Nailor entre os serviços paralisados estão o corte e novas ligações. “Só estão sendo cumpridas as ordens de serviço já geradas”. Segundo explica o sistema elétrico não sofre prejuízos, uma vez que se trata de serviço essencial. “Se acontecer anormalidade nós iremos resolver. Nosso embate não é contra o consumidor, ou a sociedade, mas com as empresas do Sistema Eletrobras, para que negocie. Outra luta é contra a privatização, principalmente as distribuidoras, por entendermos que a energia é estratégica para o desenvolvimento nacional e da Nação”.

Em Rondônia são mais de 1200 trabalhadores e as principais reivindicações são o reajuste das perdas de 9,28%. O Sindur estima que mais de 90% das atividades da Eletrobras Distribuição Rondônia e Eletronorte estejam paralisadas.

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