Trabalhadores da CERON e ELETRONORTE, Sistema ELETROBRAS, paralisarão suas atividades no dia 22 de junho.

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Os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema ELETROBRAS, em todo Brasil, paralisarão suas atividades por 24 horas, nesta quinta-feira, 22 de junho, devido a intransigência da Diretoria da ELETROBRAS em não negociar e não dialogar com as Entidades Sindicais que compõe o Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE, sobre questões como alternativas e aperfeiçoamento do Plano de Aposentadoria Extraordinária – PAE (que é um plano de demissão de trabalhadores), a suspensão do Centro de Serviços Compartilhados – CSC, que reduzirá o número de trabalhadores da área administrativa, o pagamento do Ticket Alimentação extra do ACT, em vigência, e a definição da data do pagamento da PLR.

A Diretoria da ELETROBRAS sem nenhuma justificativa cancelou a reunião que seria realizada dia 20 de junho, onde seriam discutidas todas essas questões sobre a Reestruturação que a empresa quer impor de forma unilateral, ou seja, empurrar goela abaixo, sem nenhuma discussão com os trabalhadores, inclusive se eximindo da responsabilidade sobre a privatização das Distribuidoras.

Com o cancelamento da reunião, os(as) trabalhadores(as) entendem que a empresa não demonstra nem um compromisso, ao tratar essas questões com enrolação e falta de respeito, o que obrigou a categoria a deflagrar uma paralisação a nível nacional, no dia 22 de junho, como forma de protesto.

Caso não haja uma resposta de retomada das negociações, o indicativo encaminhado pelo CNE é pela realização de paralisação de 72 horas, a partir do dia 28 de junho. Assim, às 16h30, no final da paralisação de amanhã, dia 22, será realizada uma assembleia para deliberar sobre o indicativo de paralisação de 72 horas.

Em Porto Velho, a concentração dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema ELETROBRAS (CERON e ELETRONORTE) será em frente da CERON Comercial, na Avenida Sete de Setembro, próximo à Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

“Os serviços essenciais serão mantidos normalmente e em caso de urgência e emergência serão negociados com a Coordenação do CNE e as Entidades Sindicais, SINDUR e SENGE”, afirmou Nailor Gato, presidente do SINDUR.

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