DEFENDER A CERON PÚBLICA É DEFENDER O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE RONDÔNIA

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A história de Rondônia se confunde com a história da CERON. A importância que a empresa tem no Estado pode ser medida pelo crescimento, mesmo que houvesse dificuldade de atendimento à demanda, devido a uma conjugação de problemas técnicos, estruturais e políticos. O crescimento econômico do Estado foi necessariamente atrelado a CERON, porque a energia elétrica é um fator estruturante da sociedade. Ou seja, sem energia elétrica para a população rondoniense não haveria o desenvolvimento que ocorreu, isso porque todas as atividades econômicas necessitam de energia elétrica, seja a indústria, o comércio e serviço, bem como as residências na área urbana e na área rural para a efetiva qualidade de vida da população.

O Governo Federal golpista quer privatizar a CERON entregando-a de graça ao capital financeiro especulativo. A CERON teve no ano de 2017 uma receita bruta de mais de R$1.662.795.070,97 – é isto mesmo! Arrecadou em 2017 mais de 1bilhão e seiscentos milhões de reais, será vendida por R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) transferindo-a para a iniciativa privada com o direito de explorar o povo de Rondônia com a tarifa de energia elétrica mais cara do Mundo, por 30 anos.

O Governo Federal ignora dívidas da CERON, como, por exemplo, vários autos de infração de ICMS lavrados pelo Estado de Rondônia, já denunciados pelas entidades sindicais ao MPF e MPE, cujo valor ultrapassa mais de R$ 1.3 bilhão de reais. Além de outros passivos com os trabalhadores e com terceiros.

Em 2017, Rondônia produziu eletricidade através de suas hidrelétricas o equivalente a oito anos do seu consumo (produziu 23.000 GWh e consumiu 2.935 GWh). No entanto, esta característica de Rondônia de produzir eletricidade a partir do combustível água, ao invés de ser benefício para o seu desenvolvimento regional, com preços da eletricidade compatível com o custo de produção, tem sido motivo de intensa disputa dos grupos empresariais que estão se apropriando de lucros extraordinários ao vender a eletricidade como se esta fosse produzida com elevados custo de produção.

A CERON atende a todos os municípios tanto na área urbana como na área rural, parte desse atendimento não é econômico, mas tem que ser realizado porque é uma empresa pública e o interesse público está acima da lógica privada do lucro e a população não pode ficar sem acesso a esse serviço. A energia elétrica é um bem essencial para a qualidade de vida do povo e para o desenvolvimento regional, por isso não pode ser vista como mera mercadoria submetida à especulação.

A conta de luz cobrada ao povo pode e deve ser bem menor. Propomos que reduza o preço da luz. Para que isso se torne realidade a energia não pode ser controlada por empresas privadas. Devemos acabar com as privatizações, reaver tudo o que foi privatizado e garantir plena soberania do povo, para que haja distribuição dessa riqueza e controle social sobre a energia.

A responsabilidade pelas consequências nefasta da privatização da CERON a população de Rondônia é da Bancada Federal, Deputados Marinha Raupp, Mariana Carvalho, Marcos Rogério, Lindomar Garçon, Lúcio Mosquini, Nilton Capixaba, Luiz Claudio, Expedito Neto e SENADORES, Valdir Raupp, Ivo Cassol e Acir Gurgacz que deram sustentação e aprovaram as políticas entreguistas do Governo Federal, como a PEC DA MORTE (que impede investimentos públicos na educação e saúde por 20 anos, até 2037), a TERCEIRIZAÇÃO de todas as atividades (redução de salários, perda de direitos como, aviso prévio, além do aumento de números de acidentes) e a REFORMA TRABALHISTA, que subtraiu direitos e precarizou as relações de trabalho. Da mesma forma, que o GOVERNO DO ESTADO, o LEGISLATIVO e os DEMAIS PODERES CONSTITUÍDOS, precisam olhar a CERON como é, um patrimônio do Estado de Rondônia e que precisa ser preservada como tal.

NÃO A PRIVATIZAÇÃO DA CERON!

 PELA REDUÇÃO DO PREÇO DA CONTA DE LUZ!

 SINDUR  – SINDICATO DOS URBANITÁRIOS DO ESTADO DE RONDÔNIA

SENGE  – SINDICATO DOS ENGENHEIROS DO ESTADO DE RONÔNIA

 

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