CNE e movimentos populares na luta contra a privatização

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Em mais um grande ato contra a privatização das empresas do Sistema Eletrobras, a categoria eletricitária e vários movimentos sociais deixaram claro, novamente, durante os protestos realizados no dia 12 de janeiro, em frente ao Ministério de Minas e Energia (MME) e da Presidência da República, que não estão dispostos a aceitar a privatização da Celg, muito menos das outras seis distribuidoras federalizadas. Também não aceitaremos a privatização de Furnas, via engodo de abertura de capital da empresa.

Há muito tempo o Coletivo Nacional dos Eletricitários está atento e preocupado com as diretrizes e encaminhamentos do Ministério de Minas e Energia – MME é da direção da Eletrobras. Em vários boletins, o Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE tem alertado que esses orgãos  tem se mostrado fiel em atender os interesses dos seus padrinhos políticos que flertam com o setor empresarial para privatizar o Sistema Eletrobras, que é responsável por 34% da geração e 55% da transmissão de energia desse pais. Ou seja, a maior empresa de energia elétrica do Brasil.

Mas não foi para isso que o CNE e os trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico em todo o País apoiaram, em 2014, o governo Dilma. Que, aliás, prometeu durante a campanha, não privatizar nenhuma empresa pública. Também não foi para isso que apoiamos este governo ao longo de 2015, ao lutar contra o golpe orquestrado pelas piores forças conservadoras no Brasil.

Estamos diante de um momento crucial para a democracia e para a soberania energética brasileira. E ao que tudo indica novas tentativas de golpe virão. Esperamos que elas não venham contra o patrimônio público e contra os nossos direitos. Afinal, privatização é um golpe duro demais.

E com toda certeza, nós, trabalhadores e trabalhadores do setor elétrico, também chegamos a um momento crucial e não estamos mais dispostos a aceitar goela abaixo, políticas desastrosas. Nem a sermos ignorados e alijados de debates que afetaram diretamente as nossas vidas e as nossas empresas.

Se a presidente Dilma é realmente contra a privatização, que tome uma atitude clara e suspenda esse péssimo projeto para o Sistema Eletrobras, para a categoria eletricitária e para a sociedade. E se de fato não é do interesse do governo privatizar empresas públicas, que assuma o compromisso declarado em campanha e não caia no grande erro de negar a sua história.

Toda a classe trabalhadora está unida em defesa das empresas estatais. Sendo assim, os trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras, Petrobras, Caixa Econômica e tantas outras empresas públicas ameaçadas não aceitarão de forma alguma qualquer processo de privatização.

A cada nova ameaça essa luta coletiva se amplia. Parlamentares de vários partidos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento Camponês Popular (MCP), do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo têm nos ajudado a marchar no caminho da vitória.

Os representantes do CNE, CUT, CTB, MST, MTST, e MAB, estarão na Audiência do dia 19 de Janeiro com o Ministro Chefe da Casa Civil, Jacques Wagner e com o Ministro Chefe da Secretaria de Governo Ricardo Berzoini em Brasília, para tratarmos de uma Agenda Positiva para os Trabalhadores e para o Brasil.

PRIVATIZAÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO.

Autor : Urbanitários DF | Fonte : Urbanitários DF

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