CNE discute PLR/2015 com a direção da Eletrobras

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A discussão da PLR dos trabalhadores do Sistema Eletrobras  vem  sendo  ao  longo  dos últimos  anos  alvo  de  intensos  debates,  e  de muita luta promovida pelas entidades sindicais que compõem o Coletivo Nacional dos Eletricitários, sempre na perspectiva de garantir esse direito histórico dos trabalhadores. Em 2014 o processo  de definição  da  PLR  foi  judicializado pela Holding, que provocou o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que na ocasião determinou, por ordem do Ministro Ives Gandra, o pagamento da PLR.

O Ministro do TST, Ives Gandra, determinou na audiência realizada no dia 26 de junho de 2015, que a o pagamento da PLR não pode estar totalmente vinculado à lucratividade da empresa.

O  Ministro  propôs  também  que  fosse  formada uma  comissão  paritária  para  discussão  da  fixação dos critérios de pagamento da PLR dos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. Em principio ficou definido que para o ano de 2015, 50% da PLR será baseada nas metas operacionais e os outros 50% baseada na lucratividade, com montante máximo de 2 (duas) folhas.

A  comissão  paritária  realizou  um  extenso  calendário de reuniões no ano de 2015 no Rio de Janeiro e em Brasília para se aprofundar sobre o tema. Os representantes do CNE estiveram presentes em todos os encontros, apresentando dados e subsídios que pudessem contribuir para o pagamento de uma  PLR  digna,  divergindo, quando necessário, da representação da Eletrobras, sempre que pressentia algum tipo de ação que pudesse impactar negativamente a PLR dos trabalhadores do Sistema.

No dia 26  de  abril  finalmente  foi  realizada  na sede da Eletrobras, no Rio de Janeiro, reunião visando afunilar as questões técnicas da comissão  paritária  da  PLR.  Na  oportunidade  o  CNE esteve reunido com o Diretor de Administração da Eletrobras, Alexandre Aniz, com o objetivo de discutir pontos pendentes, solicitar o envio das informações  do  CMDE,  e  por  fim,  apresentar uma proposta que contemple os trabalhadores do Sistema.

No dia 27 de abril o CNE voltou a se reunir com a direção da Holding  na sede da  FNU, no Rio de Janeiro, quando foi realizada uma exposição do cenário  econômico  e financeiro do  Sistema Eletrobras  por  parte  do  Diretor  Financeiro, Armando Casado. Aproveitando a ocasião o CNE entregou a pauta dos trabalhadores visando do ACT 2016-2017 ao Diretor da Holding presente na Federação .

O CNE  tem  o  entendimento  de  que  o  cenário aponta  para  a  mais  grave  crise  política  desde a  redemocratização  do  país  em  1985.  Porém, mesmo diante das incertezas e  da possibilidade de retrocessos, não abrirá mão de uma PLR condizente com o esforço dos trabalhadores, e de um Acordo coletivo justo.

Fonte: Urbanitários – DF

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