Após paralisação, trabalhadores da Eletrobras aprovam proposta e retornam ao trabalho

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No final da tarde da última quarta-feira (2) trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Eletrobras aprovaram a proposta de ACT 2015/2016, consolidada no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com isso, encerraram o movimento paredista que teve início no dia 01 de setembro e retornaram as suas atividades no dia (03/09).

De acordo com Nailor Gato, Presidente do Sindur, o acordo construído no TST, com a participação do CNE, apresentou avanços, uma vez que a empresa havia ofertado apenas a aplicação de 8,17% sobre salários e benefícios, sem retroativo e vigência de dois anos.

“A categoria conquistou o reajuste de 8,17 aplicado sobre salários e benefícios retroativo ao mês de maio; o talão do tíquete passou de 25 para 29 unidades, totalizando R$ 1 mil ao mês; pagamento de dois talões de tíquetes suplementares, parcelados, um no mês de outubro e novembro, respectivamente. Além da manutenção das demais cláusulas dos acordos vigentes, nacional e especifico, com vigência até abril de 2016. O retroativo será pago em outubro. Além disso, os eletricitários não terão os dias descontados”, informou Nailor Gato.

Os termos do acordo coletivo foram propostos pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins, em reunião de conciliação realizada na última segunda-feira, 31 de agosto. Na ocasião, o ministro deu prazo até hoje (4) para que a Eletrobras apresentasse ao TST uma  posição do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, responsável por autorizar as cláusulas negociadas.

Os trabalhadores das empresas Eletrobras haviam iniciado uma paralisação de 24 horas na segunda-feira, 1º, em protesto contra a proposta de privatização das distribuidoras do grupo, e pretendiam cruzar os braços por mais 48 horas, na mobilização pela campanha salarial. Com o andamento das negociações, 90% dos funcionários aprovaram a negociação no fim da tarde do dia (2)  em assembleia realizada pelo Sindur.

Autor : Imprensa Sindur – por Jane Carvalho | Fonte : Imprensa Sindur – por Jane Carvalho

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