1º de maio – Dia do Trabalhador

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O Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, é sempre uma data oportuna para se refletir sobre as lutas históricas da classe trabalhadora que, de tempos em tempos, oscilam entre momentos de avanços e de retrocessos.

O presente momento é extremamente delicado para as trabalhadoras e trabalhadores do Brasil e do mundo. Os ataques sem trégua, cuja finalidade é retirar direitos e benefícios da classe trabalhadora, têm sido sistemáticos.

Há pouco tempo aprovaram a reforma trabalhista, a terceirização irrestrita, a aprovação da Emenda Constitucional que limita por 20 anos investimentos na saúde, educação, moradia, entre outros. E as consequências disso tudo começam a ficar evidentes.

O desemprego aumentando, salários caindo, a informalidade crescendo, direitos reduzidos, economia minguando, prestação de serviços públicos se deteriorando e a população de vulneráveis nas ruas ficando maior. Uma tragédia anunciada que se reflete em mais violência urbana.

Tudo isso que estamos vivendo requer de nós muitas coisas. Principalmente a conscientização sobre este momento histórico. Requer entender o que exatamente está em jogo. Requer perceber quem são os nossos adversários e, sobretudo, requer de nós ação!

As tentativas insistentes de se retirarem direitos não se limitam apenas aos trabalhadores, mas também ao patrimônio público brasileiro. Os agentes do grande poder econômico, que sempre se colocam fora dos holofotes, influenciam sistematicamente as decisões de deputados e senadores. Patrocinam a mídia que, por sua vez, manipulam informações e iludem uma parcela significativa da sociedade.

A maior empresa de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras, tem sido alvo sistemático desse nefasto poder. Diariamente, assistimos, ouvimos e lemos histórias falaciosas nos meios de comunicação empresarial de que a estatal será “mais eficiente se for privada”.

Sabemos que tudo isso não passa de mentiras. A privatização de vários serviços, que eram públicos na década de 90, levou a um atendimento precário à população, com grande rotatividade nos empregos e, pior, a um alto preço pela prestação desses péssimos serviços.

Portanto, o momento é de conscientização enquanto classe trabalhadora e retomada da nossa trajetória de luta e resistência. Não podemos deixar que essa lógica privatista e entreguista prevaleça e leve à venda um dos principais patrimônios do povo brasileiro. A Eletrobras, empresa de extrema importância estratégica, é a garantia da segurança energética do Brasil e de soberania nacional.

Portanto, sigamos juntos, com força, unidade e convicção de que nós, trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico e do Brasil, estamos trilhando o caminho certo, sem desviar um centímetro do caminha da vitória.

Fonte: Urbanitários DF

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